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Case · Saneamento

Risco inaceitável reduzido a zero sem trocar o parque de automação

Risk Assessment OT/ICS em duas estações de tratamento de água e no centro de controle operacional de uma companhia de saneamento. Dados anonimizados.

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Vulnerabilidade não é risco

A pergunta central do Risk Assessment não é quais vulnerabilidades existem, e sim o que acontece fisicamente com o processo se uma função de automação for comprometida. É a adaptação de técnicas consagradas de análise de risco de processo, como HAZOP e LOPA, ao domínio cibernético: o Cyber-PHA da ISA/IEC 62443-3-2.

O scan de vulnerabilidades continua existindo, mas entra como evidência para a probabilidade, não como resultado final. A prioridade passa a ser definida pelo impacto físico, numa linguagem que a diretoria entende.

Escopo

O que foi avaliado

2 estações de tratamento de água, mais o centro de controle operacional
26 funções de automação, do PLC ao broker MQTT
96 cenários de risco avaliados
208 ativos inventariados, 40 deles de OT
Evidências

Três fontes alimentam a probabilidade de cada função

  • Inventário de ativos: 208 ativos identificados, 40 de OT, incluindo 29 PLCs e 3 IHMs, por nível Purdue, firmware e rack/slot. Coleta passiva, sem tocar no processo.
  • Vulnerabilidades: 20 ativos com CVEs não corrigidas, 10 em fim de vida, 4 com múltiplas interfaces de rede e USB conectado em 3.
  • NIST SP 800-82 · CSET: 102 lacunas ranqueadas por SAL: 41% das questões atendidas e 24% não atendidas.
Probabilidade Vulnerabilidades NIST · CSET Inventário
Metodologia

Cinco etapas, dois workshops

  1. 01

    Escopo e stakeholders

    Sistema em consideração, zonas, conduítes, especialistas e responsáveis pelo aceite.

  2. 02

    Ator de ameaça de referência

    Perfil de TA1 a TA5, aprovado em consenso, sem subestimar nem inflar o risco.

  3. 03

    Funções e consequências

    Funções de automação por nível Purdue e consequências levantadas por perguntas-guia.

  4. 04

    Severidade e probabilidade

    Severidade sem defesas em quatro dimensões e probabilidade por rubrica objetiva.

  5. 05

    Risco, controles e residual

    Registro de riscos, controles vinculados à ISA/IEC 62443-3-3 e recálculo do risco residual.

Como o risco é medido

Severidade × probabilidade, de 1 a 25

Faixa de riscoClassificaçãoO que fazer
17 a 25InaceitávelAção imediata; não pode ser aceito
9 a 16Tolerável condicionalControles documentados com prazo
1 a 8AceitávelMonitorar, sem ação obrigatória

Probabilidade por categoria de equipamento: atratividade 15%, capacidade 25%, exposição 35% e defesa 25%. A severidade é avaliada como se nenhum controle existisse, e a criticidade de cada função vem do seu pior cenário.

Resultado

Antes e depois dos controles

O ator de referência escolhido foi o TA3: crime organizado com conhecimento de sistemas industriais, o mais provável para o setor. A planta A tinha 8 cenários inaceitáveis, com risco 20 de 25.

20 maior risco da planta A antes dos controles; depois, 10
16 maior risco da planta B antes dos controles; depois, 4
0 cenários inaceitáveis depois dos controles
15 controles priorizados por valor de proteção

Na planta A, 14 cenários aguardavam dados e ficaram fora do comparativo.

Controles

15 controles por valor de proteção

Cada controle foi vinculado aos requisitos de sistema da ISA/IEC 62443-3-3 e ao nível de segurança-alvo (SL-T), separando o que é configuração do que é aquisição. A sequência importa: segmentação primeiro.

Prioridade 1 · 6 controles

Fecham o caminho de ataque

  • Segmentação em zonas e conduítes
  • MFA e identidade individual
  • Monitoramento contínuo de OT
  • Controle de porta física e mídia removível
  • Eliminação de wireless e 4G
  • Gateway seguro de protocolo
Prioridade 2 · 8 controles

Reduzem a chance diretamente

  • Jump server em DMZ industrial
  • Credencial temporária de terceiros
  • TLS e autenticação no broker MQTT
  • ACL por tópico no MQTT
  • Gestão de vulnerabilidades
  • Controle formal de mudanças
  • Menor privilégio no supervisório
  • Operação manual assistida
Prioridade 3 · 1 controle

Encurtam a parada

  • Backup verificado e plano de recuperação
Arquitetura-alvo

Da topologia atual à arquitetura-alvo

Dados de processo saem da TI

Servidores SCADA, SCADA Mobile e broker MQTT deixam o data center corporativo e vão para a rede industrial.

DMZ que termina e reabre

A DMZ industrial passa a quebrar cada conexão, com relay MQTT, proxy do SCADA Mobile e patch/antivírus.

Acesso remoto em dois saltos

Acesso central na DMZ e local na rede industrial; terceiros deixam de chegar direto à rede OT.

Detecção com IDS e SPAN

IDS industrial com espelhamento de tráfego no switch de controle, para ver o que hoje não se vê.

Entregáveis

O que a companhia recebeu

Diagnóstico

  • Cyber-PHA completo Funções, cenários, severidade, probabilidade e risco residual.
  • Inventário de ativos IT e OT por nível Purdue, fabricante e firmware.
  • Vulnerabilidades CVEs, fim de vida, múltiplas interfaces e USB.
  • NIST SP 800-82 Conformidade via CSET, com lacunas ranqueadas.

Plano

  • Relatório executivo Leitura para a diretoria, com orientação de investimento.
  • SL-T e controles Requisitos da ISA/IEC 62443-3-3 por nível de segurança.

Arquitetura

  • Topologia atual Arquitetura de hoje por nível Purdue. leva à
  • Topologia-alvo Zonas, DMZ funcional e detecção.

Quer medir o risco cibernético do seu processo?

O Risk Assessment começa por uma reunião de escopo com a coordenação de automação.

  • Diagnóstico gratuito
  • Resposta rápida
  • Atendimento personalizado

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