Cibersegurança para operações críticas
Na saúde e na indústria, um incidente digital pode parar o mundo real. O episódio trata de como proteger as infraestruturas que não podem parar.
Sobre o episódio
Gravado em Fortaleza, o episódio reúne especialistas da Vortex e gestores de tecnologia e segurança de uma indústria do aço e de uma rede de farmácias para discutir como proteger operações que não podem parar. A conversa parte de uma mudança: a fábrica, que antes operava isolada e com segurança à parte, hoje se conecta à TI e a outros sistemas, e essa convergência deixou de ser opcional.
Os participantes contam o que levou as empresas a olhar para a segurança da operação, como a troca do sistema de gestão, a LGPD, o trabalho remoto e agora a IA, e como apresentar o tema à diretoria: com risco e impacto no negócio, não com listas de vulnerabilidades. Também discutem o desafio técnico de juntar protocolos e dispositivos diferentes, a aproximação entre segurança, engenharia e automação e o risk assessment como forma de enxergar o ambiente antes de protegê-lo.
Na parte final, o tema é a inteligência artificial: governança com ferramentas aprovadas, prioridade pelo retorno ao negócio e grupos de várias áreas, e o alerta de que a IA acelerou o negócio mais do que a segurança consegue frear. O recado final é que a convergência é inevitável e pede capacitação do time e parceiros certos.
Pontos principais
A convergência entre TI e OT é inevitável
O episódio lembra que a indústria operava isolada, com a segurança separada da TI. Hoje as linhas de produção precisam se conectar à nuvem e a outros sistemas, e essa mudança do ambiente força a convergência.
“Se você está dormindo tranquilo, tem alguma coisa errada.”
Ouça este trecho em 1:00:01 (abre o YouTube em nova aba)Os gatilhos vêm de dentro e de fora da empresa
Na conversa, a segurança da operação avança com gatilhos internos, como a troca do sistema de gestão, e externos, como a LGPD, o trabalho remoto e o uso de IA. Quando a régua de segurança sobe, aparecem vulnerabilidades que já estavam lá.
“As vulnerabilidades já existiam, você só não conhecia…”
Ouça este trecho em 11:41 (abre o YouTube em nova aba)Com a diretoria, a conversa é sobre risco de negócio
Os participantes contam que um relatório de vulnerabilidades diz pouco ao board. O que faz projetos e orçamentos andarem é mostrar o impacto no negócio, como quanto tempo um ponto de venda pode ficar parado.
“Se você que é do time de segurança, se você não consegue traduzir risco em impacto do negócio, você não consegue ser relevante pra tua diretoria.”
Ouça este trecho em 37:37 (abre o YouTube em nova aba)Não dá para proteger o que não se vê
O episódio descreve o risk assessment como ponto de partida: levantar o que existe no ambiente de operação, testar certezas como “a rede corporativa não se conecta à de operação” e sair com um plano de ação, que pode incluir visibilidade e segmentação da rede.
“…você não consegue proteger aquilo que não é visto, né?”
Ouça este trecho em 33:58 (abre o YouTube em nova aba)Segurança e engenharia precisam falar a mesma língua
A aproximação com a engenharia e a automação vem antes da tecnologia: mostrar que a segurança está ali para ajudar e começar pelo básico, como o backup. Uma prática citada é formar em segurança um engenheiro, em vez de ensinar automação a quem vem da segurança.
“Quando a gente pegou um engenheiro e capacitou ele em segurança, a gente viu que funcionou.”
Ouça este trecho em 31:26 (abre o YouTube em nova aba)A IA precisa de governança antes de se espalhar
Na conversa, o uso de IA é organizado com uma política de ferramentas aprovadas, prioridade pelo retorno ao negócio, treinamento e grupos formados por pessoas de várias áreas. O mau uso foi associado a problemas como vazamento de dados.
“Se a gente não tiver uma governança, ela vai entrar de qualquer forma.”
Ouça este trecho em 44:13 (abre o YouTube em nova aba)A IA acelerou o negócio mais do que a segurança
O episódio alerta que cada processo otimizado com IA pode trazer novas vulnerabilidades e que o freio da segurança não acompanha essa velocidade. A resposta discutida é capacitar o time, ter cultura e política de validação e contar com parceiros.
“…o freio de segurança, de cibersegurança das empresas não tá preparado para lidar com a velocidade que a IA trouxe pro negócio.”
Ouça este trecho em 49:46 (abre o YouTube em nova aba)
Para ir além
- Segurança para ambientes industriais
- Guia de segurança de IA
- Conteúdos sobre infraestrutura crítica e energia
Transcrição completa
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0:00 Então eu diria que são vários gatilhos que o gestor tem que estar atento e a equipe tem que estar preparada para ela ter esse olhar de águia para evitar que a gente tenha um incidente e se tiver o acidente que a reação seja rápida. Fala pessoal, VortexCast pousou em Fortaleza. Estamos aqui hoje para bater um papo, continuar batendo um papo sobre segurança, me apresentando. Meu nome é Victor El'Osta, sou especialista em cibersegurança e inteligência artificial aqui pela Vortex. Integro hoje o time comercial. Tô com um time de feras aqui hoje pra gente bater esse papo. É, vai ser bem legal. Tô com o Gustavo Brum aqui também que é da nossa equipe comercial. Se apresenta aí, Gustavo. Bom, prazer a todo mundo. Chamo-me Gustavo Brum, sou especialista em cibersegurança no âmbito industrial da Vortex. Estamos aqui para trocar ideia com com esse time de feras aí que você comentou. É isso. Integrando aqui a nossa a nossa mesa, nosso bate-papo. Hoje a gente tem aqui o Vinícius, Ednaldo. Vou pedir para vocês se apresentarem aí. Vinícius, começa você aí. Fala um pouquinho quem que é o Vinícius aí. Bem, eu sou Vinícius Amanajás, gerente TI do Grupo Aço Cearense. Para mim é um prazer estar aqui. Agradeço o convite, Victor, Gustavo, Ednaldo. E para mim realmente é
1:21 é muito prazeroso trocar essa essa ter esse momento, trocar essas experiências, bater esse papo. Então, agradeço realmente de coração esse convite. É isso. Fala, Ednaldo, quem que é o Ednaldo aí? Conta pra gente. Bom dia, pessoal. Meu nome é Ednaldo Araújo, sou coordenador de segurança da informação na Pague Menos. Tenho 20 e poucos anos aí na área de tecnologia e alguns desses na área de segurança. Agradeço o convite, muito bom estar com a Vortex aqui, com o Vinícius, com todos vocês e é bom sempre estar compartilhando informação, aprendendo mais. Eu acho que temos muito a aprender hoje aqui. Gente que agradece, a gente que agradece a presença de vocês, hein? a gente que vai aprender com vocês hoje aqui, tenho certeza absoluta disso. Pelo menos eu vou aprender com todos vocês aqui. Bom, antes da gente começar aqui, a gente separou alguns alguns blocos de perguntas, queria convidar você que tá assistindo a gente aí mais uma vez a seguir o nosso canal aí no YouTube, seguir a gente também no LinkedIn para não perder nenhum episódio. A gente fez o nosso primeiro em São Paulo, a gente tá aqui em Fortaleza hoje. A gente vai rodar ainda mais algumas cidades. Então, para não ficar de fora, não perder nenhuma nenhum episódio, nenhum assunto aí, nenhum tema que a gente vai estar abordando, não tem outra alternativa que não seja seguir a gente lá nas redes, tá? Então, conto com vocês aí nessa missão. Bom, vamos começar esse bate-papo aqui, né, gente? O primeiro bloco a gente vai falar aqui basicamente de contexto, cenário atual de vocês. A ideia é que a gente
2:44 compreenda, que vocês consigam trazer aqui para para essa conversa um pouco das experiências de vocês no dia a dia e de vocês. Então, a gente tá muito curioso, obviamente, para saber como é que vocês estão lidando com todos os desafios aí, envolvendo segurança, envolvendo o ambiente crítico de operação que vocês têm hoje. Então, quando a gente fala de segurança em ambiente crítico, vou fazer uma pergunta básica. qual que é a relevância para vocês, a importância para vocês de ter cibersegurança olhando para esse mundo de operações críticas? Apesar da pergunta da pergunta parecer óbvia, né, a gente sabe que não é uma realidade de 5, 10 anos atrás. A gente tinha isso completamente separado, apartado. Ambiente industrial era ambiente industrial, ambiente de segurança era um ambiente de segurança. E vocês não conversavam muito, né? Esses ambientes não conversavam muito, eles operavam basicamente em silos diferentes, né? O ambiente industrial tinha sua própria equipe de segurança, que normalmente era um cara que vinha de infraestrutura e conhecia muito pouco de segurança, mas tocava ali o dia a dia. E isso mudou, né? Então eu queria enxergar um pouquinho, entender um pouquinho como é que vocês enxergam esse desafio, como é que vocês enxergam a importância de ter cibersegurança associada a esse ambiente industrial de vocês aí. Fica sem briga para começar. Pode, pode, pode, Vini vai lá. Eu posso posso contribuir com essa pergunta?
4:07 Porque no Grupo Aço Cearense a gente tem feito várias ações para elevar o nível de maturidade do do da nossa jornada de cybersecurity, que eu digo que é uma jornada infinita. A gente sempre tem que tá elevando aí o nível de maturidade, porque tá cada vez mais desafiador manter o o nossos ambientes seguros, né? E no Grupo Aço Cearense, que que a gente tem feito, né? Ao longo do tempo, a gente, por exemplo, segurança ficava dentro da infraestrutura, a gente definiu uma área específica para tratar segurança, criamos uma coordenação de de segurança que só olha a segurança, criamos uma equipe, né, para ficar focada em em segurança. E ano passado, é, a gente deu um passo importante, no meu, no meu ponto de vista, pra gente realmente elevar o nível de segurança, não só na rede corporativa, que a gente vem investido bastante, né, nas camadas de segurança, né, sempre tem antivírus, firewall, a gente, é, por tá na no nosso sangue, né, de de tecnologia, na nossa formação, a gente acaba investindo bastante nas camadas de segurança. Mas quando a gente olhava pra indústria e a gente tinha uma gestão diferenciada, né, apartada do da TI, a gente percebia que precisava fazer
5:33 algo a mais para levar esse nível de segurança e minimizar o risco de uma invasão, de um ataque ou de um problema de falta de backup, por exemplo, né? E aí a gente começou a fazer várias iniciativas em parceria com a com a equipe da engenharia, com a equipe de automação. Começamos a assumir algumas responsabilidades de atividade, inclusive para realmente a gente minimizar esses riscos. fizemos o a implantação de uma solução para fazer todo o inventário da rede de automação, ou seja, saber onde que tá as fragilidades, né, pra gente poder ter um plano de ação para mitigar os riscos. E daí é uma jornada sem fim, aí vai vai descobrindo, começa, aí começa, né? Aí começa o jogo, mas é muito importante começar a dar espaço, né? E e tem que ter coragem para isso, tem que se chamar responsabilidade, tem que botar o time, treinar o time, chamar os parceiros, certo? Boa, faz toda a diferença. Tem que ter todas essas iniciativas para que a gente consiga Eu percebo quando a gente fala de convergência, por mais que a gente tá falando muito nessa parte cibersegurança, é algo muito mais abrangente, né? É justamente isso que envolve pessoas ter um olhar de processo, um olhar de governança também muito mais abrangente de política, né? Exato. Quando a gente fala de convergência, unificação, de squad, né? que acaba sendo quando a gente olha
6:57 para cibersegurança indústria e tudo mais, acaba sendo algo também multidisciplinar, né? Envolve o time de operação, de automação. E Ednaldo, Pague Menos aí, passou por aquisições de outras empresas, né? Enfim, tem um processo, uma desde o varejo até a parte de distribuição. Como é que tá esse olhar aí da Pague Menos para essa questão de convergência entre os ambientes? Como é que quão relevante isso é para vocês lá? vocês estão tratando essa essa temática. Legal. Tava ouvindo ele falando, né, o Vinícius, muito muito importante, né, a cibersegurança e muitas vezes a gente divide, né, SOC tradicional, resposta incidente tradicional e esquece a outra área. na Pague Menos, nós também temos tido uma uma pegada bem forte com segurança, uma praticamente uma reestruturação, montagem de times de fato, né? Nós temos times bem bem divididos hoje dentro da Pague Menos, olhando pra segurança.
7:55 E quando a gente olha para ambientes críticos, e aí trazendo para pra nossa área farmacêutica, né, varejo, o centro de distribuição para que o o o a mercadoria chegue lá na farmácia, os remédios, o, enfim, é algo crítico, né? Então, uma parada num num leitor, num num coletor de dados, por exemplo, pode parar uma entrega para uma farmácia. Enfim, assim também como uma farmácia em si, que precisa que todos o todos aqueles devices, né, os dispositivos que estão ali, sejam conhecidos, sejam monitorados e estejam nós estejamos preparados para que eles trabalhem da forma correta, né, sem interrupção. Afinal, como ambiente crítico, um uma interrupção é perda de dinheiro, né? É onde entra o dinheiro ali na farmácia, de fato. Então, de total relevância, nós temos olhado muito para isso também. Legal. uma agora é uma curiosidade minha, tá assim, não não tá nem aqui no script de perguntas, mas acho que faz sentido. Quando eu percebo que ambas as empresas hoje, né, vocês estão trazendo esse olhar aqui, enxergam a importância de cibersegurança associada ao risco de negócio, principalmente quando a gente fala nos ambientes críticos. Isso tá tá claro para mim, acho que para todo mundo que tá assistindo a gente aí. Agora, curiosidade, existe existiu algum
9:15 gatilho para que vocês passassem a olhar para isso ou isso foi uma evolução natural da maturidade de segurança, uma vez que vocês reestruturaram o time, reestruturaram processos, olharam de com um pouco mais próximo da operação ou de fato teve algum gatilho, algum incidente, alguma coisa que fez com que vocês olhassem principalmente ali os o os custos, né? é alguém liberasse uma verba interessante para que vocês também olhassem isso, né? Então assim, que que que foi o gatilho? O que que foi o motivador disso aí? No no caso da do Grupo Aço Cearense, eu diria que são vários gatilhos, porque eu acho que eu como eu falei, a gente trata segurança como uma jornada, né? E e ao longo dessa dessa, por exemplo, eu tô há 17 anos no grupo, ao longo como gestor de TI, ao longo dessa dessa jornada, qual, por exemplo, um gatilho, a implantação do ERP, né?
10:14 Quando a gente precisou implantar o SAP, a gente teve que elevar o nível de camada de de segurança, centralizar os links, né? Com isso a gente padronizar os fários [?]. Então isso foi um gatilho. Outro gatilho importante, vamos implementar LGPD. Aí a gente aproveitou, ó, vamos criar uma área de segurança. Vamos, já que vai ter bastante, tem um plano de ação e tem bastante atividade para dar conta, ó, agora que a gente justifica criar uma área, né? Vamos criar uma área, vamos ter uma equipe focada nisso, não vai ser mais a bola dividida entre a infraestrutura, vamos pessoa deixar pessoas dedicadas, né? E aí veio o outro projeto de ERP que o S/4, né? E aí o a gente aproveita e vamos tranquilo. Esse é tranquilo de implementar. Isso aí não tira noite de sono de ninguém. E aí a gente foi também pra indústria, né? Ah, queremos elevar o nível de maturidade da da indústria. Aí levanta o que que precisa, né? de roda um sistema lá para fazer o inventário, pra gente ter a matriz lá de risco, pra gente conseguir realmente fazer um plano de ação e sair com do outro lado. Então eu diria que são vários gatilhos que o gestor tem que estar atento e a equipe tem que tá preparada, né? Eu diria que tá tem que tá sempre tendo treinada para ela ter esse olhar de águia para evitar que a gente tenha um incidente, né?
11:41 e se tiver o acidente, que a reação seja rápida, mais rápido possível, né? Perfeito. Ednaldo, fala para mim que que que que foi o fator motivador. Você acordou um dia, falou assim: "Ah, vou vou olhar pr pra minha indústria hoje agora que acho que faz sentido ou não? Que que que aconteceu lá para vocês olharem para isso com um pouco mais de carinho, vamos chamar assim?" Não, tranquilo. Eu concordo. Acho que é um conjunto de fatores. Eu acho que quando você sobe a régua de segurança, você começa a ver e a periferia do que não estava sendo visto, né? começa a se preocupar, começa a crescer filho [?], né? Começa a filho, né? Começam a aparecer, né? E você começa a a a se preocupar com aqueles que não estavam sendo vistos. As vulnerabilidades já existiam, você só não conhecia, mas a partir do momento que você conhece. Exatamente. Exatamente. Estávamos falando sobre isso ontem na mesa, né, com um colega no evento. Ele disse que quando colocou a solução na no ambiente dele, apareceram várias vulnerabilidades. Elas não apareceram, já estavam lá, né? Você só tá tendo conhecimento delas agora. Ex. E a Pague Menos ela tem ela trabalhado muito com a questão de risco, visão de risco, né? Então, a gente tem que trabalhar muito com essa questão de quanto tempo eu permito que meu PDV fique parado. Isso traz uma preocupação para o PDV, para o ponto de venda lá. É, vocês têm uma operação particular, diferente da da Aço Cearense, que além da da fabricação efetiva dos medicamentos, né, que vocês fazem também, vocês têm os pontos de venda, né, que são mais de 1000 hoje. Então, assim, é e é é basicamente não só a produção, mas
13:06 também a distribuição e a venda na prática, né? Então é é o crítico do crítico, né? O crítico tanto na produção quanto no fornecimento, na distribuição, mas não adianta toda essa cadeia tá funcionando e o teu ponto de venda tá fora, né? Exatamente. Então é legal, cara. O contrário também, né? Sim, não adianta o ponto de venda tá OK. Se eu não consigo distribuir consegue chegar lá, abastecer a farmácia, enfim, uma coisa leva a outra e e quando você começa a a olhar com essa visão de risco, você começa a ter a necessidade de investimento, né, de de procurar entregar aquilo que de fato foi projetado, né? E aí são aqueles gatilhos que são, vamos dizer assim, são gatilhos internos, né? Gatilhos organizacionais, uma troca de um ERP, por exemplo, e tudo mais, são gatilhos também que o mercado impõe, né? como, por exemplo, comentou da LGPD. Uhum. Depois teve o, acho que também foi um divisor de águas, né, pandemia e tudo mais, força de trabalho remoto, força de trabalho externo. Agora a gente tá falando muito, a gente vai falar um pouco mais aí sobre a questão de uso de IA também, né? Acho que é um outro gatilho aí que o pessoal tá se deparando. Então é o que vocês comentaram aí sempre uma jornada, né, que vai tendo esses essas ondas aí que funcionam, né, essa essa jornada aí são várias emoções, né? O que diferencia, né, a questão do do da Pague Menos da Aço Cearense é que a a Pague Menos ela tem um um um uma operação
14:26 mais descentralizada e a indústria ela é mais centralizada. em compensação, se tiver um incidente numa indústria, a complexidade ela ela é ela é elevada, né? Sim. Até pelo material, produto, tempo de recuperação, descarte, tudo e e e o impacto no negócio ela é muito maior porque tá centralizado ali a operação, né? Então, por isso que o o risco é acaba sendo menor. Quando você descentraliza, você pode afetar uma loja, não o negócio todo, né? Já a indústria, você precisa realmente tomar conta do da da coroa e da rainha, né? é jo das Joias da coroa. Eu tive oportunidade já de trabalhar atendendo algumas indústrias no Brasil e assim eu me surpreend a primeira vez muitos anos atrás quando eu tive a a o convite de visitar uma planta e enfim, de entender um pouquinho melhor quais são os custos envolvidos ali na operação. Cara, que eu vi o custo que é você pegar uma caldeira daquela, é por um qualquer motivo que seja uma uma parada não programada, o custo que é para você fazer o descarte daquele material, desligar, reaquecer, botar material, na época chegava a R$ 1 milhão para uma caldeira. Sim. Então assim, é o que você tá falando é perfeito, assim, é crítico, é centralizado, então tem que estar tomando conta e olhando isso mesmo. Eu eu vou fazer uma pergunta que pra gente fechar
15:49 esse primeiro bloco de contexto que assim um dos grandes objetivos desse bate-papo aqui é a gente levar para nossa pra nossa audiência, pro nosso público, alguns insights, tá? Tá? Então assim, tem muitos colegas de vocês que estão na nos mesmos desafios, nas mesmas cadeiras que vocês estão sentados hoje, em empresas do mesmo segmento ou não, mas com desafios parecidos com os que vocês têm hoje. E eu queria fazer uma pergunta que é o seguinte: qual foi a estratégia que vocês utilizaram para vocês, levarem essa necessidade pro board da companhia, pra diretoria da da companhia, né? Porque eu entendo e que vocês têm uma visão é mais próxima do problema e mais clara do problema. Então, o time de engenharia sabe o problema que é, vocês sabem o time, o problema que é, vocês precisarem em algum momento só se falarem, né, para como se fosse fácil, mas assim, tô resumindo. Mas além, além de vocês conversarem e essa convergência ela de fato acontecer, vocês precisaram vender isso internamente de que e essas essas mudanças precisavam acontecer. A a Vortex tem muita experiência tratando com CEOs [?] de companhias e tudo, mas a gente sabe a dificuldade que é para um nível ali de gerência, de diretoria mesmo, levar isso pro pro board. Qual foi a estratégia que vocês que vocês usaram para vender internamente essa importância, essa necessidade de vocês olharem para esse ambiente, para esses ambientes críticos e de alguma forma
17:14 atuarem ali mais livremente, né, menos segregado. Eu queria que vocês compartilhassem um pouquinho, ajudassem a galera em casa aí. até só complementar talvez essa pergunta também e quão difícil foi ou se porque existem, enfim, existem empresas que normalmente o o board já tá mais a par, né, da conscientização sobre a questão de cibersegurança, outros, enfim, ainda tem uma coisa que é meio intangível, né? Então, só complementando também da estratégia, o quão difícil foi levar essa mensagem, enfim, se o pessoal se se o tema já tá mais se o tema de cibersegurança, tendo em vista todos esses acontecimentos recentes, geopolítico, enfim, notícias cada vez mais publicadas aí sobre o tema, se isso vocês estão sentindo que isso também é mais fácil, esse convencimento é ajudou a sensibilizar ou vocês tiveram que ter o o convencimento ali mesmo, né, da da da do tema? Eu diria que quando eu entrei no Grupo Aço Cearense, fazer investimento na em segurança era mais difícil, né? Ao longo do tempo, realmente isso foi ficando mais vamos dizer, não acessí, não usa fácil, não usa fácil, que o povo lá vai te assistir depois. é, mas mais mas mais mas mais mas mais mais flexível para isso, mais sensível, porque a gente percebe que com o avanço da tecnologia, do uso da tecnologia, as plataformas digitais, a a os ambientes
18:34 eles foram se foram mudando e e os incidentes eles vieram acontecendo e cada vez mais próximo da gente. Quando isso acontece, então o pessoal fica mais sensibilizado para realmente chegar e ó, precisamos dessa camada aqui de segurança, né? Aí vamos implantar um sistema, já vamos colocar algo que nos ajude a ter realmente uma camada de segurança, porque agora as informações vão estar todas ali centralizadas, né? Então se tiver o um atacante que pegue um uma senha de administrador, ele vai poder fazer estrago. Então vamos botar uma camada de cofre de senha. Vamos aí as coisas vão surgindo e a e a gente já separa um orçamento para isso, né? Para que realmente a gente tenha agilidade pra camada de segurança ser implantada para que a gente não sofra com a dor, né? Porque o que a gente precisa evitar é isso, é é investido. Sempre é mais barato, né? Corrigir sempre é mais caro, né? sempre é mais caro. Então, no Grupo Aço Cearense a gente a gente todo ano faz exercício, quando olha pro planejamento estratégico, o que que da visão de segurança a gente pode implementar para minimizar o risco de um problema. Legal, né? E até para alavancar os projetos que são estratégicos. Então, quando a gente junta isso aí fica mais é estratégico aprovar um um orçamento de segurança.
20:00 Quando quando você consegue tangibilizar, né, risco numa visão de negócio, acho que o discurso ele fica mais fácil, mais palatável, vamos chamar assim, pra diretoria e pro board, né? Quando você só leva ali um relatório de vulnerabilidade, o cara olha para aquilo e o que que é isso, né? Mas quando você leva o quanto isso pode impactar o negócio, ou seja, o quanto aquilo representa de risco de fato pro teu negócio, a gente enxerga que a a os projetos tendem a ser liberados, os orçamentos tendem a ser liberados, porque você tá falando o idioma e ali do board, que é que é risco de negócio, né? E aí, Ednaldo, fala fala pra gente lá que que qual a mágica que você usa lá na Pague Menos pro pessoal poder entender aí, conscientizar? Você acha que, como o Brum falou aí, a reboque de tudo que tem acontecido no mercado, o que o próprio Vinícius falou da das tecnologias, né, de você ter esse movimento, da complexidade que se tornou os ambientes, isso praticamente forçou com com que o pessoal tivesse uma visibilidade maior ou não, cara, você precisou construir lá um um um discurso, uma narrativa para poder conscientizar, vamos chamar assim, essa essa camada mais executiva da da da empresa, não? É, na Pague Menos, nós temos um conselho bem focado nessa questão de risco, né? Então isso ajuda, ajuda muito, já é cultural, né, de você, é cultural, é, enfim, o CISO Gladstone [?]
21:25 também tem muito essa pegada de risco, né? Então, chegar com vulnerabilidade para eles não não quer dizer muita coisa, né? Não vai falar muita coisa para eles. Enfim, então é sempre abordar com a visão de risco o impacto que isso pode causar do negócio, né? Naquela questão de como foi falado, nós temos metas para bater, mas essas metas só serão batidas se nós tivermos como garantir de alguma forma, protegendo os nossos ambientes críticos, né, de alguma forma. Então, tem sido uma evolução natural até, certo? A Pague Menos tem investido bem em segurança, muito, muito investimento bem certeiro até em segurança e muito muito impulsionado pela visão de risco pelo negócio em si, Pague Menos, questão de ser varejo, né? E também a questão de ser um varejo farmacêutico, né? A gente tá sempre de olho nas nas no que tem acontecido no mercado, enfim. E nós nos cercamos dos melhores parceiros também para nos ajudar com essa essa essa esse desafio, né? Esse desafio. Exatamente. Então, legal.
22:33 Acho que um conjunto de fatores contribuíram para isso, né? para esse para esses investimentos, mas também a visão dos próprios vamos vamos resumir aqui. Assim, basicamente é trazer uma visão de negócio, de risco do negócio ao discurso de segurança. Acho que é isso que a gente tem feito muito tem visto funcionar. Quando a gente consegue trazer esse discurso com uma visão de negócio, as coisas tendem a andar um pouquinho mais. Legal. Vamos lá, vamos dar sequência aqui na na na nas nossas perguntas. E antes de eu ir pro nosso próximo bloco, a gente sabe que o ataque é uma questão, não é uma questão de se, é uma questão de quando, né? E falando de convergência, a convergência ela é inevitável, né? Não, não porque a Vortex vem de convergência, não porque vocês enxergam a convergência, mas a gente acabou de discutir aqui, inclusive que as próprias tecnologias e o ambiente forçam essa essa essa convergência, né?
23:28 Se a gente olhar há 10, 15 anos atrás, o Gustavo tem mais experiência até do que eu atendendo indústria. A indústria não tinha conectividade, ela operava basicamente sozinha ali, né? Hoje, quantas empresas, quantas indústrias, quantos, quantas linhas de produção precisam se conectar em algum momento numa cloud, num controlador. Então, assim, a mudança do ambiente tá forçando a convergência de de uma forma ou de outra. Cabe aí aí trazendo a visão que vocês trouxeram de preventivo, né, de você sair na frente, na vanguarda, cabe as empresas entenderem esse desafio, caminharem em para atender a esse desafio antes que de fato o problema aconteça. E aí vem a minha a minha próxima pergunta que é o seguinte, na visão de vocês, né, aí começar começar com Ednaldo agora, qual que é o principal desafio e para você unificar esses dois universos? Ou seja, a gente falou aqui de discurso, a gente falou aqui de convencimento do board, a gente falou de um CISO com uma visão de risco de negócio, mas na prática, qual que é o desafio que você enxerga hoje lá na na Pague Menos para você olhar aí para esse mundo de IT, olhar pro mundo de OT e fazer essa convergência de fato acontecer? Que é e aí cara, fica à vontade. Ah, o desafio é meu time de engenharia. Ah, o desafio assim, a gente quer entender mesmo até para para ver se se são são dores parecidas, né? são próximas. Ou se, cara, tem alguma
24:54 coisa lá que você enfrentou que que faz sentido para alguém que tá assistindo a gente aí e ouvir também. Legal. É um desafio de fato, né? Porque nós estamos falando aqui de tecnologias bem diferentes, conectividade diferentes, né? Protocolos protocolos diferentes, né? Funcionamentos totalmente diferentes, enfim. Então, fazer com que trazer esse todos eles para um um de alguma forma você tirar uma resposta a partir dali é um desafio, né? Então eu acho que o desafio técnico é bem maior, né? Fazer essa essa convergência de dados, né? como é que eu vou trazer imagens de câmeras, sei lá, sensores, enfim, se você for olhar nos nossos pontos de de vendas, nossos CDs, são os mais diversos dispositivos, né? O o SOC tradicional não atende, não tem como fazer isso, né? Então, a a o maior desafio de fato é técnico e você, por exemplo, como é que eu garanto que uma rede de uma câmera não vai bater no meu banco, né? E de alguma forma conhecer o ambiente é um desafio, fazer com que eles tragam insumos e até a capacidade técnica de interpretar aquilo aquilo que é trazido, né.
26:14 Então, como é que uma rede que não deveria tá chamando um device em outra rede num horário que não deveria, o comportamento totalmente diferente, enfim, então tem é um desafio, eu acho que é um desafio para todos, né? Enfim, eu acho que o técnico de fato é bem bem complexo e é um desafio contínuo, né? Um desafio perene, né? Ad eternum, porque você vem linhas novas de automação, novos dispositivos. Aí falando mais do caso de vocês, talvez olhando mais para centro de distribuição, mas também no âmbito de OT de uma forma geral, né? Tem cada vez mais tecnologias, consumos de serviços também, né? por parte desse dessa infraestrutura crítica para consequentemente, né, alavancar a produção, enfim, ter maior otimização nos processos. Então é um desafio que não é um desafio pontual, né? Um desafio que é ad eternum, né? Ad eternum. E aí, Vini, com você lá, como é que é? Cara, no Grupo Aço Cearense a gente fez várias ações interessantes nesse sentido para tá mais próximo do time de OT. No final das contas é o CPF que conta, né? E aí, a gente trouxe um especialista para falar de linguagem de chão de fábrica mesmo, que a gente, que é o Bruninho, um abraço aí pro meu amigo, pro Bruno, que deixou um abraço também que gente boa demais. Não sei quem é, mas são dois abraços vai o meu também, tá, Bruno? Sinta-se abraçado aí. fez a diferença e vem fazendo a diferença
27:40 até com e a parceria com a Vortex fez a diferença também, não é porque vocês estão aqui na frente, mas foi primordial pra gente levantar o que tinha de de de necessidades mesmo ali do chão de fábrica e com a com a solução especializada para isso é que a gente realmente teve mais velocidade para descobrir as coisas, porque senão a gente ia ficar derrando and [?] e para gerar resultado até ia ser mais difícil. E como a gente começou a gerar resultado fácil, rápido, né, levamos também para pra alta gestão. Aí o outro abraço pro vice-presidente Ian Correia [?], que é um apoiador de segurança, de tecnologia, a formação da tecnologia, isso ajuda também a conversa. E o próprio Milton, que é o nosso diretor industrial, apoiou a gente a fazer essa parceria com todo o time de automação e vem apoiando, né? Então com isso a gente vem elevando o nível de maturidade, né?
28:42 Fizemos o básico, primeira coisa que foi feito, backup de tudo, né? Porque a operação ela foca na operação e em produção e e a gente percebe que, ó, faltava até backup na na das coisas. É, não era uma preocupação, né? a preocupação era mais disponibilidade, né? Quando a gente botou na governança de tecnologia, como a gente já tinha esse modelo pra rede corporativa, a gente só fez adequar pra rede de automação. Isso nos ajudou a mostrar rápido o trabalho e vem nos ajudando a a melhorar o nível, né, e minimizar os riscos, né? E e isso é importante a gente fazer as parcerias com pro pessoal entender que a gente tá ali para ajudar, né? Porque se ele achar que a gente tá ali para tomar o lugar dele, muitas das vezes a gente vai botar resistência e não é, a gente tá ali mesmo para se ajudar, para no final das contas a gente quer dar resultado para pro Grupo Aço Cearense, né? E quando a gente fortalece esse propósito, aí a gente realmente coloca as coisas no trilho, né? Então tem várias ações que eu recomendo nesse sentido, né? fazer os CPF se falarem, porque no final das contas são as pessoas que vão entregar as atividades e
30:02 e escolher os parceiros ideais, né? Isso ajuda a dar tração nas nos projetos. Legal, cara. Obrigado por ter compartilhado. Eu falei sensacional até te interrompi aqui quando você falou do do CPF, porque eu falo muito isso. A gente na Vortex a gente tem algumas boas práticas assim para compartilhar também nesse sentido, porque muitas das vezes e você se vocês dois citaram a escolha do parceiro, né? Muitas vezes e o Gustavo quando tá trabalhando, por exemplo, um um um projeto numa indústria, a gente acaba atuando como um interlocutor, né, entre as duas partes, né? Então, a gente tem ali um ambiente totalmente segregado, onde a IT não fala com um ambiente de OT, né? Onde você tem ali o time de engenharia que não fala com time de TI corporativo. E aí você chega o parceiro no meio disso tudo tentando fazer essa essa convergência acontecer. E uma coisa que a gente faz, cara, que que funciona muito bem, é essa questão que você comentou do CPF, que é o seguinte, a gente tem um um um nosso menino prodígio aí, que é o que é o Brízida [?], que que é um engenheiro. Um abraço para ele também. Abraço pro pro Ian, pro Milton, abraço aí. Já quero que ele venha visitar aqui o Grupo Aço Cearense. É, cara, porque ele é o seguinte, que que a gente fez na prática, né? A gente pegou um cara que assim é à frente do do for é um outlier, tá? Um cara fora da
31:26 curva que é engenheiro e capacitou ele e formou ele em segurança. A gente vinha num caminho diferente, oposto. A gente pegava um cara de segurança e tentava formar ele em automação. Cara, não funcionava. Não funcionava. Quando a gente pegou um engenheiro e capacitou ele em segurança, a gente viu que funcionou. Por quê? Quando a gente chega numa situação dessa que eu comentei aqui, em que o Gustavo tem que agir como um interlocutor, a gente bota engenheiro para falar com o engenheiro, você acaba com a, esquece, parece até que os caras têm alguma alguma é uma seita deles, entendeu? Engenheiro só fala com o engenheiro. Então assim, a gente quebra essa resistência inicial, botando ali os caras que estudaram a mesma coisa, conhecem, falam o mesmo idioma e o br [?] tá levando uma uma visão de segurança. Então isso é uma coisa que tem ajudado bastante quando você fala de CPF. É, é, é, é muito isso da capacidade de você pegar no teu time alguém ou até a nossa, né, de vocês, no caso, de poder quebrar essas barreiras assim, sem botar o o livro de regra debaixo do braço, né, sem ser by the book, olha, vamos lá e tem que fazer porque é top down e cara, isso não vai acontecer. É, no nosso caso foi o o Bruninho da engenharia.
32:35 E a gente colou no Amândio [?] que é o de segurança, nosso coordenador de segurança, que é o a formação dele, é o no dele toda de segurança. Então, quando a gente uniu o Bruninho com a visão de segurança e o Amândio, aí a gente conseguiu realmente ter os melhor dos mundos e sair com os projetos. É um segundo ponto que a gente faz bastante, que funciona bem, o Gustavo usa isso muito bem. Aí você pode até explicar o melhor, ô ô, Gustavo, é a questão do risk assessment, né? Então, a gente chega, a gente chega muito em muitos cenários ou a maioria dos casos e aí o o Ednaldo falou bastante disso aqui, de visibilidade, onde a empresa não tem a consciência ou a visibilidade inclusive do seu próprio parque, né? Como falar de risco pro negócio eu não sei aquilo que de fato tem. E aí a gente oferece, né, Gustavo, queria que você explicasse um pouquinho o nosso risk assessment aí, como é que é o resultado disso, né, o artefato disso, né, entrega disso geralmente e facilita ou pavimenta esse caminho para para essa conversa acontecer um pouquinho mais. É, eu acho que mais ou menos quando a gente tá falando de cibersegurança de uma forma convergente, acaba sendo um tema multidisciplinar mesmo, né? Vai envolver outras áreas e tudo mais. Então, trazer esse essas além do pessoal de segurança, da TI de uma forma geral, né? para esse bate-papo, ele é primordial, né? Primordial até para, eu acho que, enfim, minha sensação, né? É
33:58 que a galera de operação, de automação, essas squads, elas têm se sensibilizado mais, tendo em vista até essas questão de propagação de ataque, né? Quantidade de ataques hoje que são, enfim, que são divulgados e tudo mais. E aquilo ali é o é o é o papel deles, né? manter a operação. Então, a gente sabe que um ataque pode parar [?], atrapalhar toda a operação. E o mais é sobre o trabalho e tudo mais que a gente vê, tipo assim, é muito assim, tá? Eu sei que cibersegurança pra minha pro meu centro de distribuição, pro meu chão de fábrica é relevante, mas por onde eu começo, né? O que que eu faço, né? É, e aí vem toda uma uma, vamos lá, um fase, uma coisa faseada, cascateada, de você não consegue proteger aquilo que não é visto, né? Então o trabalho de risk assessment, a gente basicamente o que a gente faz é muito nesse sentido, né? Porque a gente tem sempre algum alguns mantras, né? Ah, minha rede corporativa não se conecta na minha rede de operação. Ah, eu tenho o meu inventário atualizado. Será, né? Sempre aquela planilha de Excel feita há seis meses atrás. É, aí a gente bota assim, a gente faz um trabalho justamente fazer esse entendimento e a gente vê que essas máximas vão se quebrando, né? E aí a gente mostra já um um risco cibernético de fato de um com com um plano de ação. Cara, você tá aqui, teu momento agora é
35:21 seja botar uma uma plataforma para ter visibilidade, segmentar melhor a rede, né? construir veles [?] dentro da sua ambiente de operação. Então, tem vários entregáveis mesmo, né, que a gente dirime a partir desse trabalho. Então, é um trabalho muito para dar esse norte, né, e quebrar às vezes essas máximas que o pessoal ainda tem como é pedra, pedra fundamental, né? Isso daí não funciona assim e é dessa forma. Quando eu cheguei aqui era assim, sempre funcionou assim, eu nasci assim e vou morrer assim. Tecnologia é Gabriela, né? Gabriela, né? Então, no Grupo Aço Cearense a gente tem uma fortaleza porque o o time ele é bastante entrosado, então isso ajuda a a ter a conversa e e a gente montar realmente o plano de ação em conjunto, que muitas das vezes você vai elevar o nível precisa de infraestrutura, não é só segurança, né? E aí caminha junto, né? tem que caminhar junto. O Antônio Júnior já tem mais de 20 anos de Aço Cearense, né, e conhece tudo, né, a parte de infraestrutura. Então isso ajuda a quando coloca também a o desafio na mesa pra gente realmente tratar ele com a atenção que precisa, né? não ter esse esse esse essa resistência, vamos dizer
36:42 assim, que já tá tudo perfeito, que já não. A gente precisa avaliar realmente com a gente precisa cada vez mais elevar o nível, né? Porque a lá fora o pessoal tá se preparando, tá cada vez mais sofisticado os ataques. Então do nosso lado daqui a gente só vai ser defesa também tem que tem que acompanhar, né? Se tiver defesa em dia, o time entrosado, o time olhando pro com propósito, né? E os parceiros estando sempre bem preparados também ajuda. É, eu brinco que é o seguinte, ô Vini, o atacante ele só precisa acertar uma vez. É, então ele pode tentar quantas vezes ele quiser. Ele tem esse benefício a seu favor. É isso aí, né? A gente que tá defendendo e não tem pressa, né? É, e não tem pressa. Ele só precisa acertar uma, pô. Então assim, a gente que tá defendendo aqui, a gente tem que de fato se preparar para poder acompanhar esse esse nível.
37:37 Nós somos o goleiro, exatamente. Nós somos o goleiro, não pode falhar. Fez, não tem não tem jeito. Fez 99 defesas difíceis no jogo, falhou uma, meu amigo. Gol do cara, né? É, perdeu o jogo. Exatamente. Só precisa acertar uma vez. Esse é esse é o ponto pra gente passar pro próximo bloco aqui. Eu queria só falar uma coisa pro pessoal que tá em casa assistindo a gente. Se você que é do time de segurança, se você não consegue traduzir risco em impacto do negócio, você não consegue ser relevante pra tua diretoria. Então, invista nisso, procure os parceiros certos para que você consiga traduzir risco em impacto de negócio. Se você não consegue fazer isso hoje, já tá aí um grande problema para você falar de convergência, tá? Bom, na prática, vamos falar de tendência agora. A gente falou de contexto dos desafios que vocês estão enxergando. Eu ia falar que eu não quero falar de IA, mas eu quero porque eu, enfim, eu sou especial, eu sou especialista de IA também da Vortex. Então, assim, eu quero falar de IA, mas eu brinco porque todo, tou tudo, todo lugar que a gente vai hoje, todo evento que a gente vai é 95% do assunto é IA e o restante a gente fala de qualquer outra coisa. Mas eu queria entender também de vocês dois pontos. E aí o primeiro, como é que é, como é que a Aço Cearense hoje, Vinícius, tá tá olhando para IA, e pro uso efetivo de IA no seu ambiente, industrial, ou seja, no seu core business ali mesmo, tá? É,
39:00 esse essa é a primeira pergunta aí vou vou fazer essa pergunta pro Ednaldo também lá na Pague Menos e aí depois entender como é que vocês estão enxergando assim uma coisa é como as empresas já estão na prática olhando isso, ou seja, quais são as iniciativas e outra é uma opinião de vocês de mercado de como é que isso ainda pode impactar e de como isso ainda vai mudar a realidade de vocês. Bacana. No Grupo Aço Cearense, a gente já vem fazendo várias ações para melhorar nossa governança, não só com projeto de IA, mas os projetos realmente que envolve tecnologia. Uhum. A gente criou um grupo de transformadores digitais, então a necessidade ela não vem todo de todo lado e não é de quem grita mais. Ela tem que ter uma prioridade, tem que ter ROI. Foi alguns critérios que a gente estabeleceu para priorizar o nosso backlog. Perfeito, né? E e e esse grupo de transformadores digitais, eles a gente dá treinamento tanto pros transformadores quanto outro grupo que é o CC, Centro de Competência de Sistema. São esses dois grupos que podem startar projetos com IA ou com outras tecnologia, projeto de inovação de transformação digital no geral. Transformação digital. na te, na TI a gente também do Grupo Aço Cearense tem o Labioca [?], que é uma área de experimentações, onde a gente avalia até novos modelos de negócio.
40:22 E para isso tem que tá sempre o olhar de segurança, né? Para que a gente realmente coloque, acho quando não segue esse fluxo, a gente já viu várias vezes o negócio dá errado. Seja a solução que não vai pra frente, seja algo que não foi integrado com AD e o negócio não funcionou bem, torto ali, né, cara? quando não segue o fluxo que a gente tem estabelecido, né, de governança, de nascer na pessoa certa que foi preparada para aquilo que foi formalizada pelo gestor da área, a gente geralmente vê o negócio entrar quadrado, né? Então a gente e cada vez mais vai conscientizando. Estamos tem várias ações pr pra gente melhorar, não estamos no mundo perfeito, mas a gente já fez algumas coisas que nos ajuda a ter essa esse certo direcionamento. Implantamos a política de IA onde a gente bloqueou, só vai só usa as soluções que são homologadas.
41:28 Ah, eu quero o ChatGPT que eu Ó, aqui a solução é essa aqui. Essa aqui faz a mesma coisa que o ChatGPT e é corporativo. Uhum. Então, ah, se aí tem que entrar no fluxo, explicar mais por A mais B que aquilo ali vai ser vai gerar valor pro negócio e que vai dar ROI. Então, quando a gente começa a conscientizar, o povo começa a realmente a a ter os projetos mais assertivos, vamos dizer assim, mais estratégico, né? Tem um, acho que mais, tem um processo bem desenhado, bem desenhado. Ex. Agora, agora é é é uma jornada também. Sim, sim, sim. De maturidade, de evolução, de preparação, né? A gente Mas você você já vê hoje, por exemplo, essas iniciativas de IA tocando o teu ambiente operativo crítico, a gente já tem projetos créditos [?], projetos rodando no na área comercial. Na área de, por exemplo, para minimizar o cancelamento de venda, que tinha tava com índice alto em determinado momento de cancelamento. E aí a gente implementou um projeto de IA para diminuir, entender porque o pessoal tava cancelando e já tomar algumas ações para minimizar aqueles cancelamentos. Então esse foi o exemplo na análise de
42:50 crédito, estabelecer score de crédito automatizado, né, com base no histórico, com base no nosso modelo de negócio, porque o Grupo Aço Cearense tem fatura 7 bi por ano, né? É um grupo grande, gigante, né? que entrega em todo o país e e o o a nossa persona é aquele pequeno distribuidor de aço. Então, nossa operação ela é muito complexa, porque ela é muito pulverizada. Pulverizada, isso que eu ia falar e e e em todo o Brasil, né? E aí a gente precisa trazer tecnologia para nos ajudar e trazer agilidade para isso, né? Sendo na logística, sendo no comercial. para atuar nessa complexidade de vocês. Exatamente. Então, por isso que a gente prepara o ponto focal, que a gente tem o transformador ou o dono do produto, onde ele recebe treinamento, para ele poder estar preparado para ele startar os projetos de melhoria pra área dele. E aí, em conjunto com a área de tecnologia, a gente direciona a melhor solução, seja Google, seja Microsoft, seja SAP, né? determinada a gente avalia a demanda, né, o problema para ser resolvido para dar o remédio certo, né, para realmente conseguir direcionar e e
44:13 definir as melhores estratégias a solução correta. Legal, legal. Ednaldo, fala pra gente aí lá na Pague Menos como é que tá esse esse desafio, esse pequeno desafio do uso de IA. É, falando em remédio, né? Como é que tá isso lá então? E a IA tá tranquilo, tá? Tá tudo implementado, 100% seguro. Aí ela faz parte da nossa vida, né? Vocês falam em CPF há pouco tempo atrás, eu fico pensando, faz parte da nossa vida. Se a gente não tiver uma governança, ela vai entrar de qualquer forma. É natural, né? Mas a Pague Menos, ela tem um olhar bem, e aí o time do principalmente, né? Tem encabeçado aí essa questão do de treinamentos, imersão de fato em IA. Nós temos os guardiões da IA dentro da Pague Menos. Tem sido algo bem bem interessante, né? Alguns projetos têm saído da parte daí. Ontem mesmo nós tínhamos uma agenda sobre IA, ficou para hoje à tarde, né, sobre governança de IA, que é o que o Vinícius tá falando, né? Não adianta você usar o IA de qualquer forma, né? E a gente tem visto aí vazamento de dados, enfim, vários vários problemas advindos desse desse mau uso da IA. Então, existem vários projetos dentro da Pague Menos com uso de IA. Como eu falei, tem um projeto bem interessante de análise de documentos de de contratos, por exemplo, para saber se tá bem preenchido e tudo mais, fazer um um de-para no documento, nos documentos, nos contratos, por exemplo.
45:37 O Éder tá até falando, a gente tava conversando há pouco sobre outro projeto, sobre análise de de receitas de fato, né, enfim, que eles estão desenvolvendo, bem interessante para um autoatendimento, por exemplo, na farmácia, enfim. Então tem saído muita coisa interessante da do com IA, né, da Pague Menos e tem muitos projetos que estão embrionários ainda, né? A gente não pode falar muita coisa, enfim, entrar em detalhes, mas tem sido muito bem não só incentivado, mas incentivado da forma correta dentro da Pague Menos, certo? O time do Digital tá sempre muito, aliás, todos os times na Pague Menos estão muito próximos. Sim, sim. Nós fazemos parte da mesma VP, então, infraestrutura com o time do Fernando, Germano nos ajudam muito. Fernando e Germano seia [?], um abraço também, um abraço para eles aí. Abraço, também, né, da digital. Então, nós estamos muito, nós estamos muito próximo dos times, né? O, o Gustavo foi lá e ele viu como a gente fica muito próximo ali e vez por outra eles passam um projeto novo aqui, vamos analisar qual seria a melhor solução. Enfim, tem sido muito interessante, muito legal e tem células específicas, né? Por mais vocês além de ter essa comunhão, né, vocês têm uma célula de governança e tudo mais que eu acho que com certeza se cruzam quando faz esses comitês aí para isso. Quando fala de governança a gente sempre chama a Aline. A Aline tava conosco ontem no evento. Ela é a nossa especialista em privacidade de dados. Ela tá sempre
46:59 governança, ela tá sempre conosco ali. E ela também é uma das guardiãs da IA. Então foi pego pessoas de várias áreas para formar esse time, né? O que realmente essa sinergia ela é importante para que as coisas aconteçam. A gente tava falando isso do com time de engenharia, o time de TI, mas quando a gente fala de de IA a gente acaba sendo até mais tendo uma uma abrangência até muito maior, né? Isso que a gente pega ali a parte de governança, geralmente você pega outros times, né? É multidisciplinar de fato, né? Porque eu brinco que que na na especialização que eu tô fazendo agora, né? Uma uma das voltada pra IA, né? parte de defesa e ataque cibernético usando IA. A gente tem alguns C-levels ali, né, que compartilham isso, né, que vira e mexe chega alguém lá do Contas a pagar e Contas a receber com uma solução de IA que ele desenvolveu para resolver um problema dele lá, né? Então assim, todo mundo hoje virou desenvolvedor, né, por conta da dessa questão de IA. Então, assim, isso de fato exige que as companhias tenham uma maturidade, envolvam múltiplos setores, criem às vezes até comitês, como o Gustavo comentou aqui, multidisciplinares para que possam julgar aí, né? O Vinícius comentou da ter essas linhas de de validação de projeto, de laboratório mesmo. Isso é muito importante, né? E nem todo mundo faz isso, tá? Parabéns, assim, vocês estão assim, isso que ia comentar
48:22 bem à frente do tempo de vocês, assim, bem legal saber assim que vocês estão num caminho que eu acho que é o caminho assim, ainda tem muita coisa, né? Esse negócio tá tá bem incipiente, vamos dizer assim, tá numa fase embrionária ainda nessa questão de uso de IA e tal, mas eu vejo que na minha concepção acho que vocês estão num caminho caminho quadro do que você tem hoje, né? Do que da das possibilidades de É. E aí vou vou tranquilizá-los, tá? assim, a gente tá falando aqui de convergente, tá falando dessa convergência toda. A Vortex hoje é uma das poucas empresas no Brasil, né? Capaz de entregar esse olhar convergente, né? Gustavo, com certeza já abordou esse tema com vocês, mas é importante deixar claro para quem tá assistindo a gente. E quando a gente fala de convergência, pelo menos a gente tem e apresentado isso nos últimos eventos que a gente tem participado, é, a gente tá trazendo IA para esse mundo. Então, quando a gente fala de convergência, não é mais uma convergência IT e OT, é uma uma convergência de IT, de OT e de IA, né? A Vortex hoje tem capacidade, por exemplo, de se conectar às LLMs de vocês, de entender as políticas, de ajudar na melhor estratégia, na melhor escolha, e de trazer assim, qual que é o o grande ganho disso, né? É trazer a visão de contexto para um ataque, né? Então, assim, ao mesmo tempo que a IA ela tá acelerando negócios e com certeza isso tá acontecendo com o negócio de vocês, né? Como você falou, né, de ROI, né,
49:46 pros projetos de de IA, quantas quantos processos estão sendo otimizados, né, quantas dores estão sendo tratadas agora com a possibilidade de IA. Aí eu faço a provocação, quantas vulnerabilidades estão nascendo com o uso de IA, né, e a gente tem, eu tenho uma uma frase que eu uso nas nas minhas apresentações que é o seguinte, né? A inteligência artificial ela acelerou o negócio de vocês a 360 60 km/h e o freio de vocês é o de um Celta. Então assim, o freio de segurança, de cibersegurança das empresas não tá preparado para lidar com a velocidade que a IA trouxe pro negócio. Então se você também não tiver uma cultura, uma política de validação, pensar em governança e não tiver os parceiros certos do teu lado, a hora que você precisar pisar no freio e segurar o volante aí da da do negócio em relação a IA, cara, não tem jeito. Seu, esse carro vai sair de traseira, vai sair de dianteira, vai girar, vai capotar, vai acontecer alguma coisa. Então assim, fiquem tranquilos, tá? Vortex já é capaz hoje de atuar nesse nível de inteligência artificial também. Eu queria pra gente encerrar aqui o Deixa eu só pegar o o gancho aqui da sua fala do freio de Celta.
50:58 Cara, eu fiquei encantado. Nada contra o Celta, tá gente? Pelo amor de Deus, eu fiquei encantado. Eu tive e recentemente indo pro RSA [?] lá em Califórnia e ali é a cultura da inovação, né? Sim, sim. Aqueles carros autônomos lá, você você andou, teve coragem, cara? Eu não andei, não consegui, não consegui andar, mas eu filmei, gravei o carro andando só, bicho. A gente até então não acreditava que isso seria uma utopia, né? E a gente vê o carro tomar decisão sozinho, sendo para frear, sendo para dirigir, para para obedecer um sinal fechado. Cara, é fantástico. É fantástico. E eu de do mundo da tecnologia fiquei encantado, né? Então eu vejo que a gente tá só na etapa inicial do uso da IA. Com certeza. né? Então tem um potencial muito grande. Agora a gente precisa preparar o time, investir em treinamento, investir em treinamento, eu sempre falo isso, capacitar a mão de obra, porque o uso errado ele vai gerar resultado errado, sim, né? Então, querer aproveitar aí a Não, cara, para, pode ser e pode ser um resultado bem nocivo, né? Pode ser um resultado bem bem impactante, né? Sim, cada vez mais ter essa o poder da
52:18 tecnologia, ela já tá aí, né? A gente precisa só realmente saber como é como usar, né? Para justamente trazer o carro automático para funcionar nas nossas nas nossas empresas. Que não é opção, né? É, é inevitável, cara. Inevitável. Eu eu não lembro se foi uma conversa, não sei se foi até com com o Victor e tudo mais, mas eu tomei, gravei uma uma frase que eu achei bem legal assim. Não sei se foi num evento, realmente não confesso, não confesso qual que eu não lembro qual foi a origem, mas o alguém falou o seguinte, né? Antes de você pensar em ser só para, sei lá, o que você faz ser substituído por uma IA, pense no ser humano que vai saber usar a IA, né? Antes de você pensar na IA, substituindo a capacidade humana e tudo mais, vai ter alguém, como você falou, o uso dela é inevitável, né, Ednaldo, vai ter alguém que vai saber utilizar melhor do que você para fazer aquilo que você faz, né? E e eu acho que esse daí por isso que ela tá tá enraizada já nas corporações. Eu acho que é muito, eu novamente fico parabenizando por pelo caminho que vocês estão tomando nas organizações de vocês, porque não adianta a Pai e, né, Kai e [?] tudo mais, né? sim, controlá-la de uma forma aderente a a ao propósito, né, de cada negócio e tudo mais. É, eu tenho visto assim muito mais benefício do que malefício se ela for utilizada da forma
53:39 correta, com a política certa, com governança, com tudo isso. A gente tem uma esteira muito grande no Brasil ainda, para falar de IA, porque a gente tem uma insegurança jurídica aplicada muito forte, a gente não tem uma regula uma regulação, pré-determinada, a gente segue alguns modelos, então assim, tudo isso trava um pouco as empresas a investirem de fato. Mas acho que a gente tá no caminho, cara. Acho que eu acho que é é inevitável que a gente tem que fazer, se preparar para poder usar. usar da melhor maneira, conectar com os parceiros corretos para que a gente tenha um encurtamento dessa jornada, né, dos nossos times, né, porque se se tecnologia um ano, 2 anos, a gente tinha uma mudança completamente uma mudança total, né, de tecnologia de um ano pro outro, exigindo ali uma atualização constante nossa. Quando a gente fala de, ah, cara, é uma semana para outra, até porque as empresas de fato elas não estão preparadas para isso, elas precisam de parceiros que as ajude de alguma forma a esse caminho, né? O teu negócio é remédio, cara. Teu negócio não é IA. Então você se parar o teu time para estudar um negócio que não é o teu core business, que não é fabricação, que não é varejo, que não é o aço, que não é tá preocupado com o pequeno vendedor lá, cara, assim, pode acontecer, pode, você pode dispender de um time e de tempo, de recurso para capacitação, legal, mas isso não é o core business de vocês, né? Então, conectar de fato com empresas, e
55:01 capacitar o time de vocês para que acompanhem essas mudanças é para mim a a grande receita para você não ser atropelado por um hype qualquer que seja. Hoje a gente tá falando de IA e enfim, amanhã vai ser de outra coisa, mas para que você não seja atropelado e você seja vanguarda naquilo, é você sair na frente, você capacitar e você conectar as pessoas corretas, né? Pra gente encerrar aqui por conta até do do nosso tempo, eu queria que vocês olhando agora para aquela câmera ali de vocês, se vocês pudessem deixar uma recomendação agora assim, olho no olho, aquele abriu o coração pro pro colega de de cadeira aí e falar o seguinte, se vocês pudessem fazer uma recomendação para que essas empresas, esses colegas, esses profissionais que hoje não olham pra segurança convergente, Qual é o recado que vocês dariam para eles? Ó, vocês estão no caminho certo, vocês estão no caminho errado. Que que olhando aí pr pra câmera no nos olhos aí dos companheiros aí de profissão, o que que vocês poderiam falar para eles e deixar aí de de de mensagem final, vamos chamar assim. Primeiro dá o like aí na no podcast. Sensacional, cara. Sensacional isso aí.
56:15 já percebendo que a gente manda abraço para todo mundo aí. Então a gente e e e nas nossas conversas aqui, eu acho que a gente deu várias dicas bacana que quem tá olhando pode aproveitar, né, e trazer pro seu dia a dia, para pro pra sua realidade, né? A a realidade do Grupo Aço Cearense foi a que eu comentei aqui, né? Os desafios que a gente teve, os gatilhos, né? A o treinamento que a gente precisou, formar o grupo, implementar a política. a gente, você precisa também investir em comunicação. Ano passado a gente investiu muito nisso, até pelo MSE [?] que eu adquiri, sendo diretor de comunicação do grupo de gestores de TI aqui do Ceará. Então eu eu comecei a olhar muito para isso. Então a gente implementou uma intranet onde a gente coloca todas as informações de projeto, conscientização, como é que tá as informações das nossas campanhas, ou seja, a gente realmente precisa deixar o time alinhado, não só o time da TI, mas o time da empresa toda, né, os colaboradores e a intranet, eu acho que é um caminho importante para você tratar isso. Outra mensagem que eu também sou apaixonado é em treinamento.
57:27 Eu também sou vice-presidente do da Escola de Campeões. Escola de Campeões é um braço social do Grupo Aço Cearense, criado pelo Nilton Júnior [?], né, que cu que hoje é presidente, eu sou vice, né? E lá nós estamos investindo muito na capacitação de jovens, né? por exemplo, vão ser o primeiro projeto da NASA para jovens de escola pública. Então, estamos formando de repente futuros cientistas, engenheiros ali em Caucaia, né, no projeto social, né, e e estamos tendo também uma trilha de desenvolvimento de Python. Já já lanço aí o convite para vocês conhecerem isso, de repente a gente fazer um uma trilha de segurança. Legal. Legal, né? Que é um já já aceitamos, cara. É um mercado que emprega rápido e que tem muita carência de mão de obra. Exatamente, né? Fica feliz com o convite. Fica feliz com Vamos para cima. Então não podia deixar de deixar esse recado, né? Porque eu acho que investir em treinamento, capacitação, acho que a gente fideliza a mão de obra, a gente consegue ter braço para entregar nossos projetos, né? Porque desculpa, choro não vale, né? Ah, não tem gente não, não resolve. você precisa entregar. É desse jeito. E e Vinícius quer existe alguma outra forma além dessa parte de capacitação e tudo mais? Se quiser falar um pouco da Escola dos Campeões aí para aproveitar esses minutos aí de como ajudar, como
58:51 participar, como é que funciona? Esse ano nós vamos ter o Tech Day da Escola de Campeões e aí eu vou aproveitar para anunciar, né? O Tech Day, a gente vai convidar, claro, os parceiros, né, para patrocinar o evento, para ser reinvestido na escola e ali a gente vai apresentar toda essa mão de obra que tá sendo formada lá. Legal, né? Então, a ideia é a gente movimentar o ecossistema, fornecedor, parceiro, o o os alunos e os gestores de TI do Ceará. Como faço parte da associação do GGTIC, né, pretendo convidar todo mundo, né, para tá nesse nessa nesse techibilidade [?] para esse pessoal e é um assunto interessante para todos, né? Ou seja, podemos ter a Vortex lá fazendo uma palestra, né, para esse público, tanto pros gestores, pros alunos que vão daqui a pouco tá fazendo projeto para Vortex. Convite já tá aceito, convite já tá aceito. Então é só o o marketing marketing nem sabe, né, Bruno? Mas vai vai participar disso aí. Seitem [?]. A gente tem que, da mesma forma que teve alguém que ensinou a gente, a gente tem que tentar retribuir de alguma forma, né? Acredito muito nisso também. E é um poder transformador fantástico.
1:00:01 É boa, Ednaldo. Agora aí, ó, olha aí, olha pro pros teus colegas aí, faz uma, manda manda um recado para eles aí. Quem não tá olhando pra convergência pode dormir tranquilo ou não, tem problema. Negativo, né? Primeiro quero mandar um abraço bem pro Robledo, né? Nosso VP. Ele é um cara que incentiva muito. Foco na carreira, tá certinho. Eu falei do Uderson [?], do Germano, do Fernando, não falei do do Robledo, lado também. Enfim, abraço, abraço, abraço pra eles têm sido aqueles que têm incentivado muito essa questão de cultura de segurança na Pague Menos, né? Enfim. Esse eu vou usar uma palavra que eu usei há pouco tempo atrás sobre inevitável. Se você não tá vendo dessa forma hoje, convergência tá totalmente equivocada. Se você está dormindo tranquilo, tem alguma coisa errada. Alguma coisa errada. Então, entende? Então, isso é inevitável. Se a gente for olhar pro nosso ramo, por exemplo, farmácia, 1600 farmácias, mais ou menos, algumas dezenas de de CDs, então como é que eu vou olhar para tudo isso, né?
1:01:11 Então tem um um desafio, mas tem um um é inevitável, não tem como você se esquivar dessa dessa desse olhar, né? Então se não está olhando, tem chama Vortex aqui para isso. É isso que eu ia falar. Tem não cupom de desconto aí pro Monjal [?]. Aí é isso. Eu brinco assim, ó. Se você você tem duas escolhas, né? Ou você fecha os olhos para uma realidade que é inevitável, como você tá bem falando, Ednaldo, ou você se prepara para enfrentar essa realidade. E aí você tem algumas formas de você se preparar. Você pode, se capacitar, capacitar o teu time, isso tem uma curva, né? Ou você pode procurar um parceiro que, trate esse gap teu de conhecimento, de skill, ah, tecnológico e você tem uma entrega muito mais rápida. Não que você não vai capacitar o seu time a posteriori, né, ou durante o processo, vai de mãos dadas, né? E vai de mãos dadas, né? Isso daí, mas teu parceiro certo faz toda a diferença. Condução naquele processo, tem as melhores práticas sendo aplicadas, tem alguém que é especialista naquele assunto, né? Então, é, e eu brinco assim, a a Vortex ela ela atua o Brasil todo, né? Então, a gente atua em diversos segmentos. tá falando aqui de de indústria, metalurgia, tá falando de farmácia, mas a gente atua em mercado financeiro, a gente atua em varejo, em utilities, em health, insurance. Então, assim, o conhecimento que a gente tem de mercado é ele é
1:02:36 muito maior do que, obviamente, o de vocês olhando só pro mercado de vocês. Ah, Victor, o que que você quer dizer com isso? O que que você pode trazer para mim do mercado financeiro para pro varejo ou pra metalurgia? cara, é um dos mercados mais regulados que existem. Então, assim, exige um nível de maturidade de segurança, exige um nível de maturidade do parceiro muito alto. Então, tudo isso a gente já tem hoje por DNA, por atuar nesses diversos segmentos. Então, assim, ter o parceiro certo, capacitado, faz toda a diferença no trajeto, no processo e no resultado. Eu digo que a conversa ela é profunda, ela não sai daquele superficial. Quando você tem um parceiro especializado naquilo, cara, o cara já já passou por várias empresas que é, ele vai pegar o atalho, vai, é o que eu brinco de encurtar o tempo, né? Exatamente isso, né? É como todo, na verdade, como todo BPO, né? Até a carga de aprendizado de outros, né? Você faz um BPO contábil porque você não tem especialidade na questão de tributação e tudo mais. Eu acho que cibersegurança, tem que e vai por esse caminho, né? É. E aí você vai assimilando, né? vai bebendo daquela fonte e vai caminhando de mãos dadas, né? Faz essa comunhão. Acho que é, acho que é imprescindível também. É, na prática é não busca um fornecedor, busca um parceiro, tá? Fornecedor tem um monte. Isso é verdade.
1:03:52 Parceiro tem são poucos. Nó nós nós buscamos parceiros. É isso. Tudo parece semântica, parece uma diferença só de palavra, mas faz toda a diferença na prática. Bom, pessoal, é isso. Muito obrigado pela presença de vocês aqui, por estar compartilhando com a gente um pouquinho da história de vocês, saber um pouquinho dos desafios que vocês têm no dia a dia. Obrigado por ter compartilhado aí um pouco da escola lá também, desses desafios que vocês têm. Acho que é legal a gente, cara, conta com a gente para apoiar pessoal que tá em casa também. Exatamente, aceito já para. E para você que tá em casa, como o Vini falou aqui, cara, já tá dando aula aqui. Deixa seu like, curte aí a gente, segue a gente em todos os canais para não ficar de fora. E aí, Gustavo, onde é que onde é que o VortexCast vai da próxima vez? Não sei. Vamos descobrir aí, perguntar pro marketing [?] aí. Vamos descobrir, vamos descobrir qual é a próxima cidade que vai receber o VortexCast pra gente falar de segurança, falar de IA, falar de ambiente industrial, operativo, operações críticas, falar de SOC convergente e falar de muitos assuntos aí que sejam relevantes pro nosso segmento. Dito isso, muito obrigado de forma convidados aí. Isso particip podcast, mas eu assisto, né? Então tem que dar, quando os convidados são ilustres aí palma, senão senão eles não volta também, né? Obrigado pessoal, obrigado mesmo. Foi fantástico aqui participar com vocês, bater esse papo legal. Sempre um prazer. Prazer a todo nosso. Também agradeço o convite,
1:05:15 parceiros. Muito bom estar aqui com vocês, aprender com vocês é muito bom. Eu gosto muito de aprender. Então, ambientes como esse a gente aprende muito, cresce muito. Obrigado pelo convite. É recíproco. É recíproco. Recíproco. É isso, galera. Obrigado, pessoal de casa. Até o próximo VortexCast. Tchau, tchau. Cima [?]. Um abraço.
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