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Glossário de segurança de IA

Os termos de segurança e governança de IA, de agente de IA a vazamento de dados, cada um com a definição curta, a fonte primária e onde se aprofundar.

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Em resumo: Este glossário de segurança de IA define, de A a Z, os termos que aparecem quando a empresa usa IA generativa e agentes: os ataques, como prompt injection, jailbreak e data poisoning; os controles, como guardrails, DLP para IA e AI red teaming; a governança, como inventário, classificação de risco e ISO/IEC 42001; e os frameworks e as leis, como OWASP, MITRE ATLAS, NIST AI RMF, AI Act, PL 2338/2023 e LGPD. Cada definição cita a fonte primária e leva à página do site que aprofunda o tema.

De A a Z

Termos de segurança e governança de IA

A

Agente de IA (AI agent, agente autônomo)

É o sistema de IA que executa uma sequência de tarefas para atingir um objetivo, usando ferramentas, APIs, memória e as permissões que recebeu (OWASP). Por agir em outros sistemas, é tratado como um usuário privilegiado: identidade própria, menor privilégio e aprovação humana no que é irreversível. No SOC, agentes podem investigar um alerta de ponta a ponta e propor ou executar a contenção.

Como proteger agentes de IA
AI Act (EU AI Act, Regulamento (UE) 2024/1689)

É o regulamento da União Europeia sobre inteligência artificial, com regras por nível de risco: inaceitável (práticas proibidas), alto, de transparência e mínimo (Comissão Europeia). Está em vigor desde 1º/8/2024, e o Regulamento (UE) 2026/1744 adiou as regras do alto risco para 2/12/2027 (Anexo III) e 2/8/2028 (Anexo I). Obriga quem oferece ou usa IA na União Europeia.

Guia de Segurança de IA
AI red teaming (red teaming de IA, red team de IA)

São testes que simulam ataques a um modelo ou sistema de IA, como prompt injection, jailbreak, extração de dados e abuso de ferramentas, para achar falhas e pôr à prova as salvaguardas antes de um atacante (NIST AI 600-1). Pode ser feito antes e depois de o sistema entrar em uso.

Guia de Segurança de IA
AI-BOM (AI BOM, AIBOM, AI bill of materials, lista de materiais de IA)

É o inventário dos componentes de um sistema de IA, como modelos, adaptadores, conjuntos de dados e ferramentas, com versão, origem e licença. A OWASP recomenda estender o SBOM a modelos e dados com AI BOMs e ML-BOMs, como os do padrão OWASP CycloneDX, mantidos atualizados e assinados (OWASP). É um dos controles da supply chain de IA.

Guia de Segurança de IA
Alucinação (hallucination, confabulação, confabulation)

É quando um modelo de IA generativa apresenta com confiança um conteúdo errado ou falso, como um fato, uma citação ou uma justificativa inventados. O NIST chama o fenômeno de confabulação e explica que ele decorre de como os modelos geram texto, por aproximação estatística dos dados de treino (NIST AI 600-1). Quando alguém decide com base nessa resposta, a OWASP fala em desinformação (LLM07).

Os limites da IA no SOC
Ataque adversarial (adversarial attack, dados adversariais, exemplo adversarial)

É o ataque que modifica a entrada de um modelo de IA para causar o efeito que o atacante quer, como uma classificação errada ou uma detecção perdida, muitas vezes sem que uma pessoa perceba a diferença (MITRE ATLAS). Serve, por exemplo, para evadir um detector de malware baseado em IA. O NIST AI RMF cita os exemplos adversariais entre as preocupações comuns de segurança de IA.

Guia de Segurança de IA
Avaliação de impacto algorítmico (algorithmic impact assessment)

É a avaliação que o PL 2338/2023, na versão aprovada pelo Senado, exige dos sistemas de IA classificados como de alto risco, feita por profissionais com conhecimentos técnicos e com as conclusões públicas (Agência Senado). O projeto ainda tramita na Câmara.

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C

Classificação de risco de IA (níveis de risco de IA, AI risk classification)

É a etapa que enquadra cada sistema ou caso de uso de IA num nível de risco, pelo dado que usa, pela decisão que influencia e pelo que executa, para definir os controles. O AI Act usa quatro níveis (inaceitável, alto, de transparência e mínimo); o PL 2338/2023 prevê o risco excessivo, com sistemas proibidos, e o alto risco, com regras mais rígidas (Agência Senado). Na medicina, a Resolução CFM nº 2.454/2026 usa os níveis baixo, médio, alto e inaceitável.

Guia de Segurança de IA
Copiloto de IA (copiloto de IA generativa, AI copilot)

É um assistente de IA generativa que trabalha ao lado de uma pessoa. No SOC, resume o caso, explica indicadores de comprometimento, responde a perguntas em linguagem natural sobre os dados, sugere hipóteses e consultas e ajuda a escrever regras e relatórios; o analista valida o que ele produz.

Guia de IA no SOC

D

Data poisoning (envenenamento de dados, envenenamento de dados e de modelos, data and model poisoning)

É o ataque que adultera dados de pré-treino, de ajuste fino, de embeddings ou da base de conhecimento (RAG) para inserir no modelo vulnerabilidades, backdoors ou vieses (OWASP). O modelo pode continuar parecendo normal até um gatilho mudar o comportamento. É o risco LLM05 do OWASP Top 10 para aplicações de LLM, e o controle passa pela origem e pela integridade dos dados e por quem pode escrever na base.

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DLP para IA (prevenção de vazamento de dados para IA, data loss prevention)

É a prevenção de vazamento de dados (DLP) aplicada a prompts, uploads e respostas de IA: identifica o dado sensível, pessoal ou estratégico e o mascara ou bloqueia antes que ele chegue ao provedor de IA ou volte numa resposta. É um dos controles contra o vazamento de dados por IA e o shadow AI.

Proteção de IA no Vortex AI Journey

E

Excessive agency (agência excessiva, LLM03)

É a vulnerabilidade que permite a um sistema com LLM executar ações danosas a partir de uma saída inesperada, ambígua ou manipulada do modelo, seja qual for a causa do erro (OWASP). A causa costuma ser funcionalidade, permissão ou autonomia demais. É o risco LLM03 do OWASP Top 10 para aplicações de LLM; em agentes, aparece como uso indevido de ferramentas (ASI02), abuso de identidade e privilégio (ASI03) e falhas em cascata (ASI08).

Guia de Segurança de IA
Exposição do contexto oculto (hidden context exposure, system prompt leakage, LLM08)

É a extração ou a dedução das instruções de sistema e do contexto oculto que a aplicação passa ao modelo, como regras, esquemas de ferramentas e trechos recuperados (OWASP). A OWASP recomenda partir do princípio de que esse contexto pode ser descoberto: nada de senhas, tokens ou chaves nas instruções, e nenhum controle de acesso que dependa só delas. É o risco LLM08 da versão 2026, que substituiu o antigo System Prompt Leakage.

Guia de Segurança de IA

G

Governança de IA (AI governance)

É a forma como a empresa decide e controla o uso de IA: políticas, papéis, comitê, inventário, classificação de risco, fluxo de aprovação e conformidade, com evidência para auditoria. A governança diz o que proteger, e a segurança de IA faz valer. A ISO/IEC 42001 e o NIST AI RMF organizam esse trabalho.

Governança de IA no Vortex AI Journey
Guardrails (guardrails de IA)

São controles técnicos em volta do modelo que limitam o que entra, o que sai e o que a IA pode fazer: filtros de entrada contra injeção e jailbreak, DLP para IA, validação da saída e limites de ação para agentes, com aprovação humana no que é irreversível. Ficam fora do modelo, no código da aplicação, num gateway de IA ou na plataforma, e nenhum resolve sozinho, porque filtros de linguagem podem ser contornados.

Onde ficam os guardrails

H

Hiperautomação (hyperautomation)

É a combinação de automação, orquestração (SOAR), integrações por API e IA para automatizar processos de ponta a ponta, e não tarefas isoladas. No SOC, é o que permite que a triagem, o enriquecimento e a contenção aconteçam no tempo do ataque, com playbooks aprovados pela empresa.

Cyber Defense Center

I

IA agêntica (agentic AI)

É a IA que não só responde a perguntas, mas planeja e executa sequências de tarefas usando ferramentas, em vários passos e sistemas, muitas vezes em nome de usuários. Aumenta a velocidade e também o risco: por isso a OWASP mantém um Top 10 próprio para aplicações agênticas e recomenda a menor agência, ou seja, não dar autonomia onde ela não é necessária (OWASP).

IA agêntica no SOC
IA generativa (generative AI, GenAI)

É a classe de modelos de IA que imitam a estrutura e as características dos dados de entrada para gerar conteúdo sintético, como texto, imagem, áudio, vídeo e outros conteúdos digitais (NIST AI 600-1). Assistentes, chatbots e copilotos baseados em LLM são exemplos. O NIST AI 600-1 descreve 12 riscos próprios ou agravados por ela, como confabulação, privacidade de dados e segurança da informação.

Guia de Segurança de IA
Inventário de IA (AI inventory, inventário de modelos e agentes)

É a lista dos modelos, aplicações, agentes e apps de IA em uso na empresa, inclusive os sem aprovação, com os dados que cada um acessa, o responsável e o fornecedor. É o ponto de partida da segurança e da governança de IA: só se classifica e protege o que se conhece. O AI-BOM detalha, depois, os componentes de cada sistema.

Por onde começar a segurança de IA
Inversão de modelo (model inversion, ataque de inversão de modelo)

É o ataque que deduz atributos sensíveis ou reconstrói exemplos representativos dos dados de treino de um modelo de IA analisando o comportamento e as saídas dele (MITRE ATLAS). Pode revelar características de pessoas ou registros presentes nesses dados, e a OWASP trata a inversão entre as formas de divulgação de informação sensível (LLM02).

O que o SOC monitora no uso de IA
ISO/IEC 42001 (ISO 42001, ISO/IEC 42001:2023)

É a norma internacional com os requisitos para estabelecer, implementar, manter e melhorar continuamente um sistema de gestão de IA (AIMS), para organizações que desenvolvem, oferecem ou usam IA (ISO). Publicada em dezembro de 2023, segue o ciclo Plan-Do-Check-Act. A certificação é voluntária, e clientes e contratos podem exigi-la.

Frameworks mapeados no Vortex AI Journey

J

Jailbreak (jailbreaking)

É a forma de prompt injection em que o atacante tenta fazer o modelo ignorar ou contornar as regras de segurança e os guardrails para obter o que ele deveria recusar (OWASP; MITRE ATLAS). Filtros na aplicação ajudam a conter, mas a prevenção depende também de atualizar o treino e os mecanismos de segurança do modelo.

Guia de Segurança de IA

L

LGPD e IA (LGPD aplicada à inteligência artificial, Lei nº 13.709/2018)

A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais vale para todo uso de IA com dado pessoal, no treino, nos prompts e nas decisões (LGPD). Entre os pontos que tocam a IA estão as medidas de segurança técnicas e administrativas (art. 46), o direito do titular de pedir a revisão de decisões tomadas só com base em tratamento automatizado (art. 20) e a comunicação de incidente de segurança à ANPD e ao titular (art. 48). Dado de saúde, genético ou biométrico é dado pessoal sensível (art. 5º, II).

Guia de Segurança de IA
LLM (large language model, modelo de linguagem de grande escala, grande modelo de linguagem)

É o modelo de IA generativa que produz texto prevendo a próxima palavra, ou token, de uma sequência (NIST AI 600-1). É a base de assistentes, chatbots, copilotos e agentes. Como não separa instrução de dado, tem riscos próprios, catalogados no OWASP Top 10 para aplicações de LLM.

Guia de Segurança de IA

M

MCP (Model Context Protocol, servidor MCP)

É um padrão aberto para conectar aplicações de IA a sistemas externos, como fontes de dados, ferramentas e fluxos de trabalho (MCP). Servidores MCP de terceiros podem trazer código inseguro ou instruções escondidas: a OWASP os inclui na cadeia de suprimentos agêntica (ASI04), e o que eles devolvem pode carregar prompt injection indireta (OWASP). Por isso entram no inventário de fornecedores, com versões fixadas e verificadas.

Guia de Segurança de IA
Memory poisoning (envenenamento de memória, memory and context poisoning, ASI06)

É o ataque que corrompe a memória ou o contexto que um agente de IA guarda e reutiliza, como histórico, resumos, embeddings e bases RAG, para enviesar o raciocínio, o planejamento ou o uso de ferramentas nas sessões seguintes (OWASP). É o risco ASI06 do OWASP Top 10 para aplicações agênticas. O controle é registrar e conferir o que o agente grava antes que valha nas próximas sessões.

Como proteger agentes de IA
MITRE ATLAS (ATLAS, Adversarial Threat Landscape for AI Systems)

É a base de conhecimento pública da MITRE sobre táticas e técnicas de ataque a sistemas de IA, no modelo do MITRE ATT&CK (MITRE ATLAS). Cataloga técnicas como prompt injection, jailbreak, envenenamento de dados de treino e de RAG, dados adversariais, inversão de modelo e comprometimento da cadeia de suprimentos.

Guia de Segurança de IA

N

NIST AI 600-1 (perfil de IA generativa do NIST, Generative Artificial Intelligence Profile)

É o perfil de IA generativa do NIST AI RMF, publicado em 26/7/2024 (NIST). Descreve 12 riscos próprios ou agravados pela IA generativa, como confabulação, privacidade de dados e segurança da informação, sugere ações para governar, mapear, medir e gerenciar cada um e descreve a prática do AI red teaming. Não é obrigatório.

Guia de Segurança de IA
NIST AI RMF (AI Risk Management Framework, NIST AI 100-1)

É o framework do NIST para gestão de riscos de IA, de uso voluntário, organizado em quatro funções: governar, mapear, medir e gerenciar (NIST). A versão 1.0 saiu em 26/1/2023 e está em revisão pelo NIST. Entre as características de uma IA confiável, inclui ser segura e resiliente, com atenção a exemplos adversariais, envenenamento de dados e exfiltração de modelos e de dados de treino.

Frameworks mapeados no Vortex AI Journey

O

OWASP Top 10 para aplicações agênticas (OWASP Top 10 for Agentic Applications, OWASP Agentic Top 10, ASI01 a ASI10)

É a lista da OWASP com os dez riscos de maior impacto em agentes de IA, de ASI01 a ASI10, como o sequestro do objetivo do agente (ASI01), o uso indevido de ferramentas (ASI02) e o abuso de identidade e privilégio (ASI03), publicada em 9/12/2025 (OWASP). Complementa o Top 10 para aplicações de LLM: quando o modelo passa a agir, com ferramentas, memória e consequências em outros sistemas, a OWASP indica usar as duas listas.

Como proteger agentes de IA
OWASP Top 10 para LLM (OWASP Top 10 for LLM Applications, OWASP LLM Top 10, LLM01 a LLM10)

É a lista da OWASP com os dez riscos mais críticos de aplicações que usam LLM, com formas de prevenção (OWASP). Na versão 2026, de agosto de 2026, a ordem começa por prompt injection (LLM01), divulgação de informação sensível (LLM02) e agência excessiva (LLM03) e termina no tratamento inadequado da saída (LLM10). Quando o modelo vira agente, ela se soma ao Top 10 para aplicações agênticas.

Riscos e controles de IA

P

PL 2338/2023 (marco legal da IA, marco legal da inteligência artificial)

É o projeto de lei do marco legal da inteligência artificial no Brasil, sobre o desenvolvimento, o fomento e o uso ético e responsável da IA com base na centralidade da pessoa humana (Câmara). Aprovado pelo Senado em 10/12/2024, prevê níveis de risco, avaliação de impacto algorítmico no alto risco e um sistema nacional de regulação coordenado pela ANPD (Agência Senado). Ainda não é lei: está na Câmara desde 17/3/2025, aguardando o parecer do relator na comissão especial (situação em 08/11/2026).

Guia de Segurança de IA
Política de uso aceitável de IA (política de IA, AI acceptable use policy)

É o documento da empresa que diz quais ferramentas de IA estão aprovadas e quais dados não podem ir para a IA, com um responsável nomeado. É um dos primeiros passos da governança de IA e, junto com uma opção aprovada, a resposta ao shadow AI.

Política e comitê de IA no Vortex AI Journey
Prompt injection (injeção de prompt, LLM01)

É o ataque em que um texto que chega ao modelo muda o comportamento dele de um jeito que a aplicação não previa. Na direta, as instruções vêm de quem usa o sistema; na indireta, vêm escondidas num documento, e-mail, página ou resposta de ferramenta. É o risco LLM01 do OWASP Top 10 para aplicações de LLM, que ainda não tem prevenção confiável: a defesa é limitar o que uma injeção consegue fazer.

Guia de Segurança de IA
Prompt injection indireta (indirect prompt injection, injeção de prompt indireta)

É a prompt injection em que as instruções maliciosas chegam escondidas num conteúdo externo que o modelo lê, como página da web, documento, e-mail, trecho recuperado por RAG ou resposta de ferramenta ou de servidor MCP, sem que o usuário as escreva ou veja (OWASP). Num agente, pode levar ao vazamento de dados ou ao uso indevido de ferramentas; por isso o conteúdo externo é tratado como não confiável, e a ação sensível espera aprovação humana.

Guia de Segurança de IA

R

RAG (Retrieval-Augmented Generation, geração aumentada por recuperação)

É a técnica que combina um modelo de linguagem pré-treinado com fontes de conhecimento externas, como a base de documentos da empresa, para dar respostas mais precisas e ligadas ao contexto (OWASP). A base vira parte da superfície de ataque: pode ser envenenada, carregar prompt injection indireta ou devolver o que quem pergunta não poderia ver. Por isso a busca respeita as permissões de quem pergunta.

Guia de Segurança de IA

S

Segurança de IA (AI security, proteção de IA, IA segura)

É o conjunto de controles que protege os sistemas de IA da empresa (modelos, aplicações de IA generativa, agentes e os dados que eles usam) contra ataques, vazamento e uso indevido. Combina inventário, avaliação de risco, governança, guardrails, menor privilégio para agentes e monitoramento contínuo. Não é o mesmo que a segurança feita com IA, como a de um SOC com IA, que usa a IA para defender a empresa.

Guia de Segurança de IA
Shadow AI

É o uso de ferramentas de IA sem aprovação da empresa, fora do inventário e dos controles. O risco principal é o vazamento de dados: o que vai para um app de IA sem contrato sai do alcance das políticas da empresa. O caminho é descobrir o uso, oferecer uma opção aprovada, publicar uma política de uso aceitável, aplicar DLP para IA e levar a telemetria desse uso ao SOC.

Shadow AI no Vortex AI Journey
Sistema de gestão de IA (AIMS, AI management system)

É a estrutura com que uma organização governa a IA que desenvolve, oferece ou usa: liderança, política e objetivos de IA, gestão de risco, governança de dados, transparência, avaliação de desempenho e melhoria contínua. A ISO/IEC 42001 define os requisitos desse sistema, e a certificação é voluntária (ISO).

Governança e ISO/IEC 42001 no Vortex AI Journey
SOC com IA (IA no SOC, inteligência artificial no SOC, SOC com inteligência artificial, AI-powered SOC)

É o centro de operações de segurança em que a inteligência artificial trabalha nas etapas da operação: triagem e priorização de alertas, enriquecimento, correlação de eventos, análise comportamental, investigação com copilotos de IA generativa e resposta com agentes e hiperautomação. A IA absorve o volume e acelera a análise; as decisões críticas continuam com analistas. O Cyber Defense Center, o NG-SOC Convergente da Vortex Security, é um SOC com IA para ambientes IT, OT e IA.

SOC com IA no Cyber Defense Center
Supervisão humana (human-in-the-loop, aprovação humana)

É o desenho em que pessoas revisam o que a IA conclui, aprovam o que ela pode executar e respondem pelas decisões, sobretudo nas ações irreversíveis ou de alto impacto. Num agente, a ação sensível espera a confirmação de uma pessoa, que vê o que será executado; no SOC, a contenção automática segue playbooks aprovados pela empresa.

Guia de IA no SOC
Supply chain de IA (cadeia de suprimentos de IA, AI supply chain, LLM04, ASI04)

São os riscos que chegam por componentes de terceiros de um sistema de IA, como modelos pré-treinados, adaptadores, conjuntos de dados, bibliotecas e plataformas e, nos agentes, ferramentas, plug-ins e servidores MCP, que podem vir adulterados, comprometidos ou vulneráveis (OWASP). É o risco LLM04 do OWASP Top 10 para aplicações de LLM e, nos agentes, o ASI04 do Top 10 agêntico. Os controles são o AI-BOM, versões fixadas e verificadas e uma lista de modelos e ferramentas permitidos.

Guia de Segurança de IA

T

Tratamento inadequado da saída (improper output handling, LLM10)

É a falta de validação e sanitização do que o LLM gera antes de a resposta virar consulta, comando, código ou página em outro sistema (OWASP). Como a saída pode ser controlada pelo prompt, o efeito se parece com dar ao usuário acesso indireto a outras funções, com risco de XSS, SSRF, escalada de privilégio ou execução remota de código. O controle é validar a saída em código, fora do modelo.

Guia de Segurança de IA

V

Vazamento de dados por IA (sensitive information disclosure, divulgação de informação sensível, LLM02)

É a exposição de dado pessoal, regulado ou estratégico por meio da IA: o dado vai num prompt ou upload para um app sem contrato, ou o sistema o devolve numa resposta, num log ou numa chamada de ferramenta a quem não deveria vê-lo (OWASP). A divulgação de informação sensível é o risco LLM02 do OWASP Top 10 para aplicações de LLM. Os controles incluem classificação de dados, DLP para IA na entrada e na saída e busca com as permissões de quem pergunta.

O que o SOC monitora no uso de IA

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre segurança de IA, governança de IA e SOC com IA?

A segurança de IA protege modelos, aplicações, agentes e dados da empresa contra ataques e uso indevido. A governança de IA decide como a empresa usa IA: políticas, papéis, inventário, risco e conformidade. O SOC com IA usa a IA para defender a empresa, na triagem, na investigação e na resposta. As duas primeiras estão no guia Segurança de IA e, na Vortex, no Vortex AI Journey; a terceira, no Cyber Defense Center, o NG-SOC Convergente da Vortex.

Qual a diferença entre prompt injection e jailbreak?

O jailbreak é um tipo de prompt injection. A prompt injection é qualquer texto que chega ao modelo e muda o comportamento dele de um jeito que a aplicação não previa, escrito pelo usuário ou escondido num conteúdo que o modelo lê. No jailbreak, o objetivo é fazer o modelo violar as regras de segurança. Os dois estão no risco LLM01 do OWASP Top 10 para aplicações de LLM, e os controles, no guia Segurança de IA.

Quais frameworks e leis tratam da segurança e da governança de IA?

A ISO/IEC 42001 e o NIST AI RMF organizam a governança e o risco; o NIST AI 600-1 detalha a IA generativa; o OWASP Top 10 para aplicações de LLM, o Top 10 para aplicações agênticas e o MITRE ATLAS descrevem ataques e controles. Entre as leis, o AI Act obriga quem está no escopo na União Europeia e a LGPD vale para todo uso de IA com dado pessoal; o PL 2338/2023 ainda tramita na Câmara. O guia Segurança de IA compara o que cada um cobre.

O que o SOC precisa monitorar no uso de IA?

O shadow AI, o vazamento de dados por IA, o uso abusivo de IA, como agentes e integrações que consultam dados fora do escopo, e os ataques ao próprio modelo, como prompt injection e envenenamento de dados. A telemetria de IA entra ao lado da de IT e OT, para que os eventos de IA sejam correlacionados com os demais sinais. O guia Inteligência artificial no SOC explica cada ponto.

Como a Vortex Security atua em segurança e governança de IA?

Com o Vortex AI Journey, a oferta da Vortex Security para governança e segurança de IA, das aplicações com LLM aos agentes autônomos, em três pilares: Visibilidade, com o Assessment AI Journey; Operação, com o CAIO as a Service e a plataforma de governança; e Proteção, com soluções de proteção de IA recomendadas sem viés de fabricante e integradas ao Cyber Defense Center, o NG-SOC Convergente, que monitora o uso e o abuso de IA junto com IT e OT. O ponto de partida recomendado é o diagnóstico.

Fontes

Fontes primárias das definições, consultadas de 04/11/2026 a 08/11/2026.

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